terça-feira, 18 de setembro de 2012


Brasil aprova aumento de Imposto de Importação para 100 produtos.

Entre estes produtos estão: batatas, pneus, tijolos, vidros, vários tipos de máquinas, reatores para lâmpadas ou tubos de descarga, aparelho de raio x, vagões de carga, disjuntores, centros de usinagem, cordas e cabos, móveis entre outros. A lista será encaminhada ao Mercosul, que terá de aprová-la. A expectativa do Governo e da Camex é que a medida passe a valer até o fim de setembro/2012. A elevação da alíquota vai valer por um ano, prorrogável por igual período. A Constituição Federal, nos artigos 150, §1º e 148, inciso I, exclui do princípio da anterioridade, alguns impostos, entre eles esta o imposto sobre a importação de produtos estrangeiros (CF, art. 150, §1º, art. 153, I). Desta forma, lei que cria esses tributos ou os aumenta tem eficácia a partir da sua publicação, ou seja, no mesmo exercício financeiro da sua criação ou majoração. Este aumento faz parte de um conjunto de ações do governo para que a Indústria Nacional produza mais. A alíquota, no geral, vai a 25%. Entre os setores beneficiados estão: siderurgia, medicamentos, petroquímica, química fina, bens de capital, entre outros. Fique atento, pois, a expectativa é que já em outubro sai outra lista com mais 100 itens. Consulte a lista e tenha maiores informações no site do ministério do desenvolvimento.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012


Não deixe nada para Depois.

Os americanos adoram este conceito: “Do it now“! “Faça isso agora”! O poder do hoje e do agora é um conceito extraordinário e que pode nos ajudar muito no ambiente competitivo atual. Antes de continuar este artigo, gostaria de lembrá-lo que a cultura brasileira é a cultura do deixar para ultima hora. A postergação/procrastinação enche nossas vidas de tantas atividades, que acabamos enfadados, esgotados e, não raramente, com a sensação de estarmos sendo injustiçados. Ainda não há estudos científicos e catalogados a respeito de quantas pessoas procrastinam de forma crônica e prejudicial, mas uma pesquisa elaborada pelo psicólogo canadense Timothy Pychyl, autor do livro “O compêndio dos procrastinadores” e do blog “Don’t delay” (Não adie), sugere que 20% das pessoas levam o ato de adiar ao extremo e têm sérias dificuldades para mudar de atitude. O especialista é rígido e diz que a procrastinação, mesmo leve, nunca é boa, pois revela uma incapacidade de autocontrole.

A história geralmente começa assim:

Seu Chefe lhe chama e diz: quando você tiver um tempo me traga tal documento e você responde: daqui a pouco eu trago;

Seu colega de trabalho lhe pede uma informação, que ainda não é nada importante, e você diz: daqui a pouco eu faço;

Você recebe um email de um cliente e pensa: já, já eu respondo;

A secretaria diz que o fulano ligou e você diz: em um minuto eu retorno;

Surge uma grande oportunidade e você pensa: Vai surgir outra, agora estou enrolado;

Sua esposa lhe pede para jantar fora, porque esta cansada de ficar em casa, e você, inconscientemente, diz: No final de semana podemos fazer isso;

Seu estomago está doendo muito e alguém lhe diz: vá ao medico ver isso, e você responde: antiácido resolve no próximo mês eu vou; Bem, esta história vai longe.

 Eis que chega o dia em que você esta trabalhando e seu estomago começa a doer, de uma forma que nunca doeu antes. Neste mesmo dia, a sua esposa já não aguenta mais esperar para sair e esta situação acaba numa discussão sem precedentes. Aquela grande oportunidade que você disse que viria novamente, veio, mas, outra vez, você não pode agarra lá, pois está doente e, para piorar, com problemas pessoais. Aquela ligação, que você não retornou, já virou um caos e o cliente já não quer mais falar com ninguém que não seja o Diretor. Aquele seu colega que lhe pediu um favor, agora já fala para todos os seus outros colegas que não vale a pena pedir nada para você, porque as coisas não andam. Para piorar toda esta situação, aquele documento que seu chefe lhe pediu, que não tinha a menor importância, se tornou o documento mais importante da empresa e, sem ele, não se fechará o maior negócio do ano. Depois de tudo isso, possivelmente você dirá a si mesmo: Como sou injustiçado! Bem no dia em que estou doente, aparecem todas estas “urgências” de uma só vez. Isso, para não falar da grande oportunidade que ficou para trás novamente e da dificuldade que terei para contornar o problema com minha esposa! Neste momento, como um mecanismo de defesa, certamente você não se lembrará de que cavou a sua própria sepultura lentamente. Você não se lembrará de que encheu seu dia de tantas bobagens e coisas sem importância, que poderia ter sido resolvida em dois ou três minutos. Quando você posterga estas atividades que podem ser resolvidas rapidamente, está, ao mesmo tempo, negligenciando tempo para coisas importantes e prioritárias e criando um elefante que você não poderá carregar. Filhinho acorda! Se organize, resolva tudo que for possível, na hora, porque o depois não existe. Aprenda a não fazer promessa, aprenda a dizer não. Aquelas tarefas grandes, que irão levar meses para terminar, devem ser iniciadas imediatamente e fatiadas todos os dias. Se você ficar tentando encontrar tempo - tenho uma péssima notícia para você: este tempo não vai aparecer. Aprenda a dividir as tarefas, sempre que possível, delegue. Treine, pois, todo processo de aprendizado vem com a repetição, tente resolver as coisas na hora, faça um checklist, não basta ter uma agenda é preciso usa lá.  Caso acredite que não consegue implantar estas mudanças sozinho, busque ajuda de amigos, especialistas, psicólogos ou quem você julgar mais apropriado, mas não ache que esta falta de atitude é normal, pois, achar que é normal é estar entregue a uma situação que no longo prazo o levará ao caos.

 

 

 

domingo, 26 de agosto de 2012

Se você é Brasileiro, e precisa de crédito, não pode deixar de ler as noticias abaixo.


Brasileiro começa a quitar dívidas e mudar de hábitos.

Queda de juros incentiva para compra de títulos prefixados.
“Em um cenário de queda de juros, quem tem títulos prefixados ganha porque as taxas não se alteram", explica o coordenador de Operações da Dívida Pública

Compare outros investimentos com a poupança após queda de juros.

Queda nos juros e 'mãozinha' nos empréstimos  fazem crédito da Caixa crescer R$ 48 bilhões.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, cobrou ontem dos maiores bancos do Brasil uma atitude mais proativa na oferta de crédito.


Como não existe almoço grátis, para ter acesso ao crédito, você precisa ter alguns pré-requisitos básicos:

1 - Não ter nenhuma espécie de restrição em seu nome, ou, em nome de seu Pai, Mãe, Esposa, Filho, Sogro, Sogra, Cunhados e Parentes  até a quarta geração;

2 - Apresentar garantias e capacidade de pagamento que sejam, algumas vezes, maiores que o valor que está  barganhando;

3 – Provar, de todas as maneiras possíveis e imaginárias, que não precisa de dinheiro;

Preenchidos estes pré-requisitos, você somente precisará pagar uma “taxinha” chamada IOF, outra “taxinha” chamada de abertura de crédito e, por fim, um “jurinhos” extorsivo.

Nota de esclarecimento: Este crédito descrito acima é somente para os mortais, porque os imortais tem acesso a outro tipo crédito, infinitamente mais barato e fácil, ao qual vou preferir não me dedicar a escrever, para não ficarmos ainda mais indignados.
Caso queira um consolo... vai lá: Já foi pior!!!

segunda-feira, 23 de abril de 2012


EVOLUÇÃO DO( PIB ) ENTRE 1981 E 2010.

Jonh Kennedy: '' A maré alta levanta todos os barcos''
Ano
% Crescimento
Ano
% Crescimento
1981
-4,5
1996
2,9
1982
0,3
1997
3
1983
-3,3
1998
0,2
1984
5,2
1999
0,8
1985
7,9
2000
4,3
1986
7,6
2001
1,3
1987
3,5
2002
2,7
1988
0
2003
1,1
1989
3,2
2004
5,7
1990
-4,4
2005
3,2
1991
1,2
2006
4
1992
-0,7
2007
5,7
1993
4,8
2008
5,1
1994
5,9
2009
-0,2
1995
4,3
2010
7,5*


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

" O espetáculo do crescimento".


Estamos em Setembro de 2011 e o espetáculo do crescimento ao que tudo indica, parece que vai terminar se é que começou. Em meados de 2003 o presidente da ocasião disse que o "espetáculo do crescimento estava começando". Neste mesmo ano com todo o espetáculo do crescimento o Brasil cresceu menos que todos os nossos vizinhos e de quebra cresceu menos que o Haiti e a Nicarágua. Ano passado crescemos incríveis 7,5%! Mas não se esqueça que em 2009 o "crescimento” foi 0%(zero), e este ano a promessa é de um crescimento na ordem de 3,5%. A pergunta que não quer calar é a seguinte: O que vai acontecer nos próximos anos? Resposta difícil. Para tentarmos ter uma resposta que nos deixe com um pouco de esperança, a resposta ás perguntas abaixo deveriam ser respostas bem diferentes das que atualmente temos.
1º Como crescer sem investimento mínimo em infra-estrutura? Ou pior do que isso, tributando infra-estrutura, como é o caso do ICMS sobre energia elétrica, como é o caso dos pedágios em um País onde praticamente toda a produção esta sendo escoada por transporte terrestre e por ai vai. Mas como é o caso que não queremos ficar depressivos vamos parar por aqui.
2º Como crescer com uma taxa básica de juros que é um incentivo a não produção?
3º Quem vai investir em um País onde o Governo não respeita a própria Constituição (haja vista, por exemplo, a questão de aumentos de impostos (IPI) sobre automóveis com o objetivo que no mínimo são duvidáveis)?
4º Como crescer sem estabilidade monetária: inflação, cambio e juros?
Os problemas acima estão longe de serem simples. Segundo a maioria dos economistas sérios, sem um investimento da ordem de 20%-25% do PIB em infra-estrutura, certamente a gangorra continue e não sairemos do lugar. Não podemos nos enganar, podemos até crescer alguma coisa nos próximos anos, mas não será por competência nossa, mas por falta de opção no mundo.
A situação atual no Brasil e em muitos outros Países é a seguinte: A engenharia tem conseguido a proeza de produzir praticamente sem mão de obra, mas a economia ainda não conseguiu produzir nada sem consumo, emprego e salário.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Ou isto ou aquilo

Começo este artigo com uma frase direta e clara de (Benjamin Franklin) sobre decisão que diz:"A pior decisão é a indecisão." A indecisão no meu ponto de vista pode ser comparada a um câncer, pois, corroe, mina nossas forças e por fim, paralisa. A indecisão faz tudo isso, e ao mesmo tempo faz com que sejamos pessoas cada vez mais escravas de nos mesmos. É obvio que toda a decisão tem uma estrutura e assim deve ser, no entanto, hoje, somente estamos tratando daquelas que já passaram por este processo e ainda estão paralisadas. A grande poetisa Brasileira Cecília Meireles, teve a felicidade e genialidade de escrever sobre este assunto de forma singela, simples e ao mesmo tempo completa em seu poema intitulado "Ou isto ou aquilo":

Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!


Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

Caro Alberto, espero que este artigo ajude nos seu processo de decisão.

domingo, 1 de maio de 2011

Criação de Valor











O que é valor? A definição clássica: Valor traduz-se na taxa dos benefícios em relação ao sacrifício necessário para obter esses benefícios. A criação de valor nos últimos anos tem se tornado tema constante das companhias que almejam um alto desempenho. Ao longo dos anos vimos às empresas trabalharem forte em processos como: reengenharia e terceirização com o propósito de manterem-se inovadoras, com baixo custo e ao mesmo tempo, tentar "criar valor" para o cliente. Definitivamente estes instrumentos, embora necessários, são inócuos para o tamanho da mudança que o mercado exige. A internet mudou completamente o perfil do consumidor. O consumidor atual exige muito em sua experiência de compra. Hoje antes de comprar um produto ou serviço, podemos facilmente pesquisar na internet as principais características deste produto, perfil do consumidor que adquiri estes produtos ou serviços, e mais, qual avaliação as pessoas tem destes produtos e serviços e por ai vai. O acesso a informação é infinitamente amplo e isso muda tudo. Em questão de minutos se proliferam debates nas redes sociais sobre produtos e serviços com implicações que ainda não podemos calcular. Dentro deste novo paradigma, inovar é o que importa! A diversidade de produtos e serviços da atualidade é enorme, mas, no entanto, não esta se transformando em experiências positivas de compra. O consumidor atual espera mais de sua experiência de compra. As compras da atualidade esta muito alem do que estamos enxergando. Quando um casal sai para jantar em restaurante conceituado, por exemplo, pode ter certeza que a ultima coisa da lista de prioridades deles é a refeição. Eles estão em busca de prazer, status, lazer, aceitação por um determinado grupo de pessoas, renovação do relacionamento e no final da lista, esta o jantar em si. A indústria da construção civil já entendeu bem este sistema. Definitivamente o cliente precisa fazer parte da criação de valor. Vamos lembrar como era esta mesma indústria há poucos anos atrás. As construtoras faziam prédios inteiros e entregavam as chaves sem perguntar nada ao seu futuro comprador. Unilateralmente construíam e vendiam. Hoje em quase todos os empreendimentos destinado a classe media é totalmente possível fazer parte ativa da criação. Podemos montar os ambientes da casa, escolher se a sala será maior ou menor, se o quarto será menor e o banheiro maior e vise e versa, escolher os acabamentos e tudo mais. O tamanho da gratificação de participar ativamente do projeto da sua própria casa é imensurável. Ao mesmo tempo em que este novo modelo de negócio cria para a empresa um valor indescritível, diminui em muito os problemas de rejeição, reclamação e sobre tudo, de insatisfação a um nível nunca antes encontrado, ou como diz nosso ex-presidente Lula, “Nunca antes na historia deste País” e tudo isso, por um motivo quase lógico: quem é capaz de reclamar, rejeitar, e ficar insatisfeito com aquilo que ajudou a criar? Prahalad em seu livro “O futuro da Competição” comenta que nosso desafio enquanto empreendedores e gestores é criar situações para que o consumidor faça parte do processo de criação de valor. Um antigo provérbio diz: ..."a melhor maneira das pessoas aderirem as nossas idéias e fazer com que elas façam parte da idéias"... Agir de forma unilateral é pouco produtivo e o que é pior, é pouco criativo.